Se sentia excluída, só e mal compreendida, fazia questão de responder que estava tudo bem, enquanto por dentro, tudo estava partido, desmoronado, acabado… Muitos percebiam a sua dor, mas poucos se importavam, ninguém a ajudava […] Amigos de verdade ela não tinha, haviam apenas aqueles que se diziam ser amigos, só diziam mesmo. Sozinha ela foi crescendo, aprendendo a ser fria e dura, passou a tratar as pessoas do mesmo modo que a tratavam, o que não agradou. Mas ela não ligava sabe, vestia a roupa mais escura que tinha, e saia sem se importar com nada, estava em luto, a velha garota ingenua havia “morrido”, ela cresceu e aprendeu a pisar e passar por cima, assim como sempre fizeram com ela. Mas por dentro ela ainda era frágil, mais frágil do que qualquer vidro. A menina tentava não demonstrar, escondia tudo com aquela máscara de durona, porém tudo aquilo a machucava. Ela disfarçava bem, sorria bastante, todos acreditavam, sempre acreditaram.