“Me sinto na escuridão. Uma escuridão misteriosa, cujo mistério é a minha decifração. Tento abrir os olhos, para que possa, afinal, desvendar os segredos que escondo de mim mesma. Sem sucesso. Eu não tinha o controle de meu próprio corpo. A escuridão estava no comando. Ela era quem ia decidir quando eu deveria finalmente me entender. E enquanto essa decisão não era tomada, eu andava por aí vagando, sem enxergar, sem saber para onde ir e sem saber quem eu era. Com a esperança de que um dia, ao abrir os olhos, tudo se tornasse mais fácil.